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terça-feira, 27 de agosto de 2013

SEXY BAIÃO

Você é a trilha mais que perfeita
do meu filme feito de luz, câmera, ação,
bacon e cordel, porquê tem contrabaixo,
tem bongô, tem bateria, tem violão e
muita cachaça com mel.

Você é trigo em forma de pão.
é a minha garota e Ipanema, desse verão,
é o meu habitat apimentado
e o meu chivas, comprovadamente da Escócia,
portanto, impoortado.

É o passaporte pra minha viagem no tempo
com destino à década que só fez bem, quando
um grupo chamado ''The Beatles'', arrebentou
a boca do balão, junto com o Gonzagão,
que nunca teve um harem, mas, manteve o sertão
ainda mais quente com seu sexy baião..

CÓRDOBA JÚNIOR

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MOMENTOS















Momentos felizes,
Outros nem tanto,
Ousadias surpreendentes,
Que exigem cautela,
E os corações respondem.

Se estão apaixonados,
Tudo é resplandecente,
Como uma aurora bonita,
Que o sol prepara,
E o dia se torna faceiro.

Gotas de orvalho cintilantes,
Parecem jóias preciosas,
Pequenos momentos,
Uma existência tão curta,
Que se esvai nos raios de luz.

Desperta magnífica a natureza,
As flores destilam seus perfumes,
Os pássaros em alaridos,
Singram seu espaço no céu,
Em busca de alimento.

Vai chegando o entardecer,
E o sol procura então descansar,
Emitindo seus raios de luz,
Pintando as nuvens de cores,
Vaidosas exibindo figuras.

Um manto escuro todo estrelado,
É o desfecho da noite que chega.
Mansa anunciando seu esplendor,
Aparece radiante a lua,
Inspirando  corações apaixonados.

Jairo Valio

MÃOS




















Que afagam, dão carinho, trazem delícias.
Despertam carícias num envolvimento,
Quase um deleite, ao se entrelaçarem,
E depois, tocando-se envolventes,
Vão trocando, aos poucos, mudas sutilezas.

De formas generosas são seus feitios:
As femininas, macias, sem brutalidade,
Que tocam flores como essas lhe tocam,
Cúmplices que são umas das outras,
E, generosas, são o encanto da vida.

Do homem, com ranhuras, machucadas,
Muitas vezes brutas e maltratadas,
Pois ao receberem recíprocas no afago,
Descontrolam-se e mostram-se grosseiras
Por serem viris e não conterem destemperanças.

E da criança, que de tão frágeis não se entrelaçam,
São sublimes quando envolvem num doce abraço,
Mãos pequenas quais botões de rosas que desabrocham,
Não se contêm quando tateiam em buscas de carícias,
Pedindo colo da mamãezinha que, atarefada, acode.

Mãos que suplicam aos Céus nas incertezas,
Precisam de outras para amparar suas angústias,
E depois, quando se acalmam das tempestades,
Demonstram carinho ao apertarem em soluços,
Aquelas que socorreram em suas horas de aflição.

Jairo Valio

E A LUA CHOROU



Percebi que lágrimas escorriam,
Condensando-se  intensas nas nuvens,
e depois em prantos  tão abundantes,
despencavam quase em tormentas,
como se para tanto houvesse razões.

Perguntei por que tantas agruras,
eu que a conheci pelas saudades,
pois muitas vezes olhei-a sereno,
junto com meu amor que perdi,
e tínhamos somente emoções.

Disse-me com voz embargada;
“Hoje ninguém me contempla,
nem me olham com ternura,
mesmo que estejam enamorados;
já sou decadente para quem ama.

“Os atrativos não estão nas alturas,
o céu deixou de ter sua beleza,
mesmo as estrelas que antes piscavam,
agora estão tristes e também choram,
por não exercerem mais seu fascínio.

“Choro e as lágrimas quase me sufocam,
tão abundantes brotam quando acordo,
e mesmo que apresente todas a beleza,
enluarada e iluminando todos os espaços,
opaca me torno para corações insensíveis.”

Desculpas pedi por ver sua tristeza,
e disse que ainda existem os enamorados,
que sutilmente mesmo que por segundos,
contemplam e admiram seu fascínio,
e ainda há seguidores para as estrelas.

Jairo Válio

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O ESPETÁCULO PERDIDO

O circo chegou à cidade, que felicidade!
Um circo chegando é uma grande novidade
Crianças correndo felizes para ver o palhaço
Gritavam felizes fazendo enorme estardalhaço

Chegou o grande dia do espetáculo tão esperado
La estava eu, feliz, estática, olhos arregalados
Sentindo a magia da vida, sentindo o sabor do amor
Amor por alguém que só me dá alegria e calor

Eu parecia uma criança nesse mundo encantado
Sentindo a magia do circo e com você a meu lado
La vem então o palhaço fazendo a gente rir
Com alegres palhaçadas pulando até cair

Mas eu notei no palhaço uma ponta  de tristeza
Uma lagrima escondida roubava-lhe toda beleza
Uma dor que parecia não conseguir se esconder
Uma dor de um amor que ele não pode viver...

Mas eu queria saber o que tanto lhe doía
Fui chegando de mansinho e o palhaço não me via
Num instante reparei que o palhaço era mulher
Uma mulher sem amor sem alegria qualquer

Uma mulher que por ser fraca e desprevenida
Com seu ciúme matou o grande amor de sua vida
Sim, matou assim por ser doentio esse amor
E o  espetáculo da sua vida  ficou sem nenhum sabor...

CASSIA AMARAL

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

VERTICAL VUDU

Então, senhor colecionador de vudus verticais,
não foi capaz de suportar aquele inverno, míope,
imberbe, mercenário, que, sequer invadiu
um terço do teu Mercado Municipal? 


Voce lembra, John Lennon, que, naquele momento,
o som que invadia o ar, era Nathalia Young e sua 
música dependurada na cabeleira de beatle, que,
depois, foi morto por uma mostarda comprida?
Você lembra que o cheiro de enxofre,


era de baixa qualidade, mesmo assim, 
"Come on, Come on'' e suas partners, 
dançavam alegremente enquanto as 
chamas eternas envolviam o ambiente?


 Bem...já passa da meia noite e a TV acaba de mostrar
em edição extraordinária, que caiu a máscara de 
mais um ministro.


CÓRDOBA JÚNIOR

NOVOS GENOCIDAS

Deve haver um bom lugar,
onde tudo de bom acontece,
onde um simples pé de gabiroba,
magistralmente, floresce,
e qualquer quatrocentos quilos de 
alguma coisa de ótima qualidade
servem para satisfazer órfãos e feridos,
antes ou depois do acasalamento.

Deve haver um bom lugar, onde somente
demos que viajam nos bons ventos,
têm permissão para entrar e trazer a faiscante
bijuteria de Bolonha e Milão.

Porém, querendo ou não, há também, larvas,
muitas larvas de novos genocidas, que ingerem
numa só arremetida, geladíssimas brahmas, 
de modo vil e  cru, invocando o ressurgimento 
da senmhora "Ariana", contrariando, suasticamente,
com um tal de "Bambino Gesù".


CÓRDOBA JÚNIOR

domingo, 13 de novembro de 2011

RETALHOS I


“No meu jeito de ser formiga,
trabalhei de sol a sol.
Cortei folhas, carreguei gravetos.
Mas me frustrei
ao tentar o jeito de cigarra.
Desafinei.
Fui vaiada.
As demais gargalharam,
Mas meu inverno foi quente.”

13.11.2011 – 01:30h

***

“Pendurei minhas roupas no horizonte.
Usei como prendedores passarinhos
com jeito de entardecer.”

13.11.2011 – 15:00h

***
O dia envelheceu perto da noite,
e os pássaros noturnos
fizeram seu festim.

A sombra  da noite
engoliu minha casa,
mas aqui dentro,
a chama de uma vela a deteve.

Perto da manhã,
abri todas as janelas.
O sol que já batia nelas,
entrou sem cerimônia.

DADO CARVALHO

13.11.2011 – 15:05h

QUINDIM

O sol já se escondia
Quando pela rua eu ia
E o estomago pedia
Um bom pedaço de doce
Um bolo, um pudim,
Qualquer coisa
Que adoçasse a vida
Naquele dia
De repente      
Um buraco
Embaixo dos meus pés
Aparece sem aviso
E me atolo
No quindim
Até o pescoço.
Senti-me azarada
Se roupas meladas
De ovos e coco
Mas... O cheiro do doce
Invade o estomago vazio
E uma lambida
Na mão suja
Lembra o cérebro
O bom gosto do doce
Ai...
Esqueço o tombo
A roupa melada
E me lambuzo
E abuso
Do quindim
Até saciar desejo
Do estomago...

ANA MARIA DUARTE

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O AMOR CHEGANDO

Era quase noite, mas o sol ainda aparecia
Um calor estafante naquela tarde eu sentia...
Minhas mãos tremiam cansadas, suadas
Sem saber  porquê tremiam, fiquei assustada.

Algo estaria para acontecer, que poderia ser?
Meu corpo todo começou de repente a tremer
Um estranho sentimento parecia me assustar
Mas parecia ser algo bom que iria chegar...

Pedi a Deus em oração para cuidar de mim
Eu nunca havia me sentido tão estranha assim
Levei a mão ao coração que batia forte
Tive uma sensação de felicidade. Seria a sorte?

Aos poucos fui então me acalmando
Meu pobre coração foi desacelerando
Percebi que era o amor que em mim nascia
Pois eu estava no momento em sua companhia...

Cassiamaral

terça-feira, 30 de agosto de 2011

MOMENTOS MEUS


Meus momentos são somente meus
Não divido com ninguém, apenas com Deus
Momentos de prazer, momentos de dor
Momentos de alegria, momentos de amor...

Minha alma é imensa e tudo vale à pena
Eu sei que a vida às vezes me condena
Mas sinto nela um cheiro doce, um sabor,
Um doce perfume de fores e muito amor

Sou feliz como um passarinho
Que voa, voa e sempre volta ao ninho
Meu ninho de paz, meu ninho de amor
Meu ninho onde recebo tanto calor...

Meus momentos são meus, afirmo a repito
Ninguém penetra em meus momentos bonitos
Porem se a tristeza vier me atormentar
Os belos momentos irão me compensar

Pois tenho você para eternamente amar...

cassiamaral

BORDANDO A VIDA


Vou bordar a minha vida com linhas bem coloridas
Com rendas, sedas arminhos, tudo com muito carinho.
Quero do arco Iris as cores, quero a beleza das flores
Enfeitada com laços de fita vai ficar muito bonita

A cada passada da agulha, vai ficar mais encantada
Vida limpa sem fagulhas, vida muito desejada
Vou usar fios de ouro, lantejoulas e cristais
Minha vida é um tesouro e merece muito mais

Vou bordar as minhas lagrimas, transformá-las em cristais
E bordando minhas dores eu não quero vê-las mais
Ao final do meu trabalho ficarei extasiada
Vendo enfim minha vida colorida e bordada

Terei uma vida só de amores e belos sonhos multicores
Vida cheia de bordados e com sonhos encantados
Não mais darei valor aos novos dissabores
Viverei contente e feliz com meus bordados

cassiamaral

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O PORTÃO

Uma carreira de estátuas frias
vigia o caminho até o portão.
Há uma névoa
que serpenteia vagarosa
pelo chão de pedras frias.

Pálida e triste donzela
desliza sobre o caminho de pedras.
Suas vestes esvoaçantes
balouçam à brisa
úmida da madrugada.

“Aonde vais, errante donzela?
O que procuras em tão fria noite?”

Ela se volta,
vê o anjo azul
e aponta em direção
ao grande portão.

O anjo azul lhe sorri:
“Queres a liberdade, pois não?”

Ela meneia a cabeça,
como um boneco sem alma,
e aponta novamente
o dedo pálido
em direção ao grande portão.

“Mas tu já tens a liberdade,
basta usá-la, pois não?
Entrego-te, pois,
a chave do portão.
Abre-o e segue teu caminho.”

Ela toma a chave
entre seus alvos dedos,
vai até o portão,
deslizando suave e branca.
Temerosa e circunspecta,
olha para a chave,
mas volta-se.

Novamente, o anjo lhe sorri:
“Tens medo de abri-lo?”

Muda e opaca,
ela meneia a cabeça.
Devolve ao anjo
a chave da liberdade.
O anjo azul lhe sorri mais uma vez:
“Um dia perderás o medo.
Voltarei, dentro de alguns anos,
com outra chave.”
E o anjo azul se vai.

Uma carreira de estátuas frias
vigia o caminho do portão
até o reino da solidão.

DADO CARVALHO
26.08.2011 – 01:00h

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ERA UMA VEZ



Era uma vez uma praça.
Era uma vez uma casa.
Era uma vez uma janela,
onde elegante donzela
olhava o mundo passar.

Era uma praça graciosa,
enorme era o casarão,
velha relíquia da esquina,
celeiro de boas lembranças.



Ali ouviu-se o piano
de belos pés entalhados.
Ali se fizeram festanças
na abastança dos tempos idos.

Ali cresceram as moças,
que, com o tempo, envelheceram.
Apenas a da janela
recusou as rugas;
disse não ao peso dos anos,
usando como arma
seu sorriso, sua alegria.

Enfim, o tempo implacável,
os tempos modernos,
outros pensamentos
puseram abaixo
o baú de lembranças.

Hoje é uma ruína:
sem teto, sem portas,
sem janelas.
Especialmente
sem uma janela.

DADO CARVALHO
25.08.2011 – 00:11h

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ENCONTRO

Não sei se deveras existe,
só sei que o estranho me espreita,
e coisas inusitadas
surgem dependuradas
num firmamento de zinco.

Tudo é muito estranho e novo.
Tudo veio em bandeja de excelência,
e os lenços de linho estão dobrados
sobre a mesa.

─ O patrão descerá em instantes.

Os cristais intocáveis
rebrilham sobre a toalha de renda;
talheres de prata refulgem.

Não sei se deveras existe,
mas o mordomo fez mesura e saiu.
O maltrapilho, no meio da sala,
não sabe o que fazer.

Não sei se deveras existe,
mas o maltrapilho cheira
suas próprias mãos
há muito não lavadas.

O coração palpita,
um pequeno rato atravessou a sala.
Ouviu-se um tiro. Um grito!
O patrão maltrapilho desce
as escadas. ensangüentado.
Mármore salpicado de rubro.

─ Olá. Obrigado por ter vindo.
Jantamos? Sente-se, por favor.

Dois pares de olhos se fixaram
de modo estranho, de modo inusitado.
Um par azul, um par negro.

Lá fora era noite, e o céu estava límpido,
mas as estrelas eram suspeitas.
E a luz exibia um sorriso de escárnio.

DADO CARVALHO
24.08.2011 – 22:50h